segunda-feira, 23 de maio de 2016

As Minhas Máscaras



De vez em quando acordo para uma nova vida. E acordar é o termo que me ocorre mais apropriado.

Sinto como se sempre tivesse tido máscaras que me tapavam a visão, e a cada uma que me era retirada conseguia ver melhor a realidade, com mais luz e com outro discernimento.

Não sei quantas máscaras ainda me restam. Se é que ainda tenho alguma....

Mas foi precisamente com esta máscara que descobri que o meu Destino será o estar sempre num circulo contínuo a procurar a Felicidade... a encontrá-la.... e a perdê-la.

A Vida joga cruelmente, e quando nos retira a Felicidade, tudo o que foi sendo construído desaba como um mero castelo de cartas!

E não me resta mais nenhuma opção senão recomeçar, num movimento cada vez mais penoso por inútil e, sei-o agora, sem fim.

Parece a história da cenoura e do burro, mas o burro sou eu, como dizia o Scolari!!

(Mas se preferirem algo mais fino posso dar como exemplo Sisifo, que como castigo pelos seus actos tem de empurrar pela eternidade uma rocha por uma montanha acima…..).

Vou-me então preparar para passar o resto da minha vida atrás de algo efémero, transitório e volátil, a que pomposamente denominamos de Felicidade ...

... e de estar sempre a regressar à Casa da Partida (mas sem receber os dois contitos, como no Monopólio….).

Pessoalmente considero que teria mais hipóteses de acertar com uma fisga numa única perna de uma centopeia e num quarto escuro, do que ser realmente Feliz!
Para mim é triste… mas como diz o outro: "Temos pena..."

“Quando já vislumbrava um lindo tremeluzir desabou uma imprevista mas violenta tempestade.

Apesar de pequena, esta fez com que o fogo que alegremente crepitava se apagasse e as suas brasas se dispersassem.

Só vendo os ténues vestígios das cinzas pude realmente acreditar que ali existira algo tão quente e vivo....

... e recordar o quanto fora feliz nesse fogo….”
by me!