segunda-feira, 21 de maio de 2018

DARK SOULS 3 Rita I

Acordo de súbito como se tivesse emergido do fundo do mar, a absorver todo o ar que podia. Estava a sonhar com o Joaquim e ele estava em grande perigo.
Apalpo a mesinha de cabeceira em busca do telemóvel e verifico se há mensagens. Nada.
Percorro as aplicações de mensagens das redes sociais e de comunicações. Porque será que há tantas? Só me fazem perder tempo.
O meu cérebro racional manda-me adormecer novamente, mas o mais primitivo é que manda, e ordena que siga o meu instinto.
O JOAQUIM ESTÁ EM PERIGO!
Ligo-lhe de imediato e de imediato desligo. Se ele estiver em perigo, o toque do telemóvel ainda o poderia colocar ainda pior, penso.
Decido ir ter com ele, mesmo sabendo que estou no meio da noite e que ele mora do outro lado da cidade, que não é pequena. Mas ele merece.
As minhas roupas devem ter ganho vida, pois sem ter dado por isso estava vestida e pronta para sair. Encho o peito de ar e saio de casa.
Seja o que Deus quiser!”, digo baixinho. E entro no elevador, em direção à garagem.
No caminho para casa do Joaquim, ignorando o trânsito quase inexistente, começo a pensar no que lhe iria dizer.
Vim ter contigo a meio da noite porque tive um pesadelo horrivel em que estavas em perigo, e por isso não te podia telefonar! Hum, Mais vale dizer-lhe que quero passar a noite com ele!
Assusto-me com a falta de coerência, lógica, tino, seja o que for, daquilo tudo! “Mas que raio estou eu a fazer?
Travo o automóvel, pronta para voltar para casa quando reparo que o meu “piloto automático” já me tinha colocado na rua onde ele mora. Resolvo não regressar a casa.

Estaciono em frente ao prédio dele, mas ao fazer a manobra de marcha-atrás, bato de leve num cão, que gane baixinho. Mas eu, ao sentir o toque, e já com os nervos à flor da pele, fico assustada e grito. Grito estridentemente!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

DARK SOULS 2 Joaquim II

Com o susto decorrente da visão da sombra, fico hirto e firme, não me atrevendo a mexer um único músculo, enquanto um frio gelado percorre-me a espinha, de cima a baixo.
Vejo o silêncio a ganhar vida, e todo o meu corpo está atento a todo e qualquer ruído, como se direccionado num único sentido.
Afinal as sombras lá de baixo não me estavam a ameaçar, mas sim a alertar do perigo, mesmo aqui em cima…
Penso na vida que tenho, que tive, que quero ainda ter, nos meus entes queridos e naqueles que queria que o fossem.
Fecho os olhos com força e nem sei porquê. Talvez para ouvir melhor, sentir melhor, reagir melhor ao embate. Que não surge…
Fecho os olhos com força e já sei porquê. Porque tento fazer que o medo desapareça, que a sombra que se move que se afaste.
O silêncio continua vivo e viçoso, não permitindo que nenhum som escape das suas garras, e eu começo a sentir os meus pelos da nuca a eriçarem-se.
Sinto o perigo a aproximar-se, sem indícios, sem som, sem movimento. Apenas o sinto e cada vez mais próximo.
E fecho os olhos ainda com mais força, desta vez para ver com a alma e com o coração. Sinto o mal a aproximar-se e sei que nada irei fazer.
Quando já me sinto baquear, ouço um barulho de gritos estridentes na rua e abro os olhos, mas não me volto, com medo.
Sinto que o perigo que me ameaça também escutou os gritos e que também parou a sua aproximação.
Não me reconheço, pois nunca tive medo de nada! Mas hoje, e logo hoje, sinto-me estranhamente vulnerável a essa perigosa doença.
E a realidade é que tenho uma ameaça dentro de casa e não tenho coragem de a enfrentar.

Fecho os olhos com muita força, ignorando os gritos estridentes que continuam lá fora!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

DARK SOULS 1 Joaquim I

Escurece e vejo as sombras a galgarem os passeios, importunando os incautos transeuntes, que de soslaio evitam encarar tais negrumes.
Estou completamente só na longa noite escura, e atento a tudo, especialmente aos movimentos ou sons que apenas no negrume conseguem existir.
Sob o céu chumbado que me cobre nada parece se passar, mas tenho a sensação que bandos de conspiradores se aglomeram atrás de cada esquina ou porta fechada de prédio.
Estou só na noite como na vida, observando, sorvendo o que se passa apenas pelo tacto, pelo cheiro, pelos sons, pois a visão de pouco ou nada serve.
Ali, na noite escura e tenebrosa, parecem irreais e longínquas as imagens de praias com areias douradas, águas tranquilas e pejadas de sol.
Sento-me na beirada da janela, olhando para baixo, para os seres vivos que fazem da noite o que é, prevendo as suas acções, os seus intentos, os sons e movimentos daí resultantes.
Estudo a noite como se esta fosse algo palpável, vivível, previsível, como se esta possuísse vida, alma, querer e vontade própria.
Recolho-me para a minha própria escuridão, pois as sombras ameaçam-me lá de baixo, por não gostarem de ser observadas.
Não me importo de deixar de ver as sombras da noite, pois por vezes são muito perturbadoras. Prefiro a minha escuridão, a sua serenidade e silêncio.
As minhas sombras não galgam passeios nem importunam ninguém, e apenas se escondem de mim por vergonha e timidez.
Antes de fechar os olhos à escuridão, sou atraído pela Lua branca que me banha a face, e lembro-me do uivo dos lobos. Como eu os compreendo….e invejo!

De súbito, pelo canto do olho, noto uma sombra a ganhar vida, algo inimaginável no recato da minha própria casa!

sábado, 21 de abril de 2018

O Último Romântico (A Paragem de Autocarro)

"Caraças, que vou ficar todo encharcado!" e ali estou eu, nesta manhã cinzenta, a correr para a paragem de autocarro, tentando escapar às grossas pingas de chuva. Ao chegar, deparo com um monte de gente que ocupa quase por completo o resguardo da paragem.
Ao olhar em redor, em busca de algum rosto conhecido, deparo com uma linda jovem, não daquelas voluptuosas que fazem parar o trânsito, mas sim daquelas belezas simples com traços de exotismo, misturada com serenidade e irreverência. No fundo, estranhamente atraente.
Começava eu a apreciar a beleza da jovem quando um vistoso carro pára junto da paragem, e sem sequer se dignar a sair da viatura, o seu condutor faz sinalética para a jovem, oferecendo-lhe boleia, ao que ela fingiu não reparar. Pelo que percebi, eles já se conheciam e talvez por isso estava a recusar a boleia.
Entre as várias pessoas presentes na paragem de autocarro, estava um homem, que apercebendo-se tardiamente da situação, dá um toque no cotovelo da jovem, dizendo-lhe “Menina, parece que aquele senhor ali do carro está a falar consigo”, e logo uma idosa simpática diz alto e bom som filha, se não quiseres a boleia diz ao teu amigo que aceito eu”, e todos nos rimos, até os jovens borbulhentos que com os olhos a brilhar dizem uns para os outros que “quando for grande quero ter um carro assim. E sacar as gajas todas”.
E ali estava eu, cada vez mais revoltado com o machismo do individuo, a insistir junto da jovem, numa sinalética tipo “entra no carro e deixa-te lá de coisas”, pois com o barulho da chuva era impossível ele fazer-se ouvir. Odeio os homens que ostentam riqueza para atrair as jovens bonitas, mas odeio ainda mais os insistentes, e que nunca aprenderam a saber ouvir um simples “não” da parte de uma mulher.
Ao chegar o autocarro à paragem, o caos instala-se, pois o estúpido do condutor do carrão está tão focado na jovem que nem repara na chegado do transporte público. O condutor do autocarro, ao ver o seu lugar ocupado, buzina com força, os utentes, indignados por terem de caminhar desde a paragem até ao autocarro sob forte chuva, protestam violentamente, e tudo culmina com um valente murro no carro, dado por um dos jovens, assustando e irritando o dono da viatura.
Este, que devia amar mais o seu carrão do que a sua própria integridade física, sai da viatura, pronto a enfrentar os “ferozes meliantes”, aproveitando a idosa, irritada por não ter boleia e ter de a andar à chuva sem necessidade, para lhe bater com o seu guarda-chuva, ao mesmo tempo que grita “Vai-te embora daqui, malandro, que ela não te quer para nada”, ao que o dono do carro, furioso, reage imprudentemente “Mas o que é queres ó velha? Nem sabes do que se passa!
Ao ouvirem esta grosseira ofensa à vetusta senhora, alguns utentes, já indiferentes à chuva que caía cada vez mais grossa, começam a ofender o homem e a maltratá-lo, e a situação começa a descontrolar-se, chegando rapidamente às “vias de facto”.
Entretanto, a jovem e atraente mulher, que por querer livrar-se do “chato” tinha sido das primeiras pessoas a entrar no autocarro, apercebe-se do que estava a acontecer no exterior, e dirige-se para uma das saídas do autocarro com o propósito de se meter no meio do tumulto. Antecipo, pelo seu comportamento, que ela estava, inexplicavelmente, pronta para ir defender o condutor do carrão.
E eu, que já estava prestes a entrar no autocarro, fico muito indignado com esta postura, e num assomo de coragem, agarro-a pelo braço, tanto para a impedir de se dirigir para o meio da confusão - com receio de ela se ferir - como para mostrar a minha revolta, e digo, com a voz mais grossa que consegui “Não posso permitir que vá ter com aquele bruto! Merece é alguém que a respeite, não que a humilhe!
Ela olhou para mim incrédula, e só não se riu porque a situação já se tinha tornado grave, pois alguns populares estavam entretidos a esbofetearem o condutor do carrão. E ela, libertando-se de mim, grita a plenos pulmões “DEIXEM O MEU PAI EM PAZ!” E entrando no automóvel, lá seguiram os dois, deixando-nos a todos totalmente aparvalhados…..
Soube depois que era só um pai que insistia em levar a sua filha de automóvel até à universidade por estar a chover muito, e ela recusava porque as relações entre eles estavam um pouco azedas. Mas eu já tinha feito um filme repleto de coisas menos próprias, e tirei conclusões muito precipitadas.
Mas, acreditem, nem este episódio me serviu de emenda, conforme poderão constatar no próximo episódio.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

O Último Romântico (O Início)

Foge daqui, filho de uma meretriz sarnenta, senão dou-te com a cabeça numa pedra!”, gritei, fingindo um rosno feroz. E felizmente fugiu, pois pelo seu tamanho, comparado com o meu corpo franzino, quem ficaria em maus lençóis seria eu, e não ele.
Um brutamontes lá da escola estava prestes a maltratar a rapariga dos meus sonhos, que jazia no chão do recreio da escola, meio aparvalhada com o sucedera, especialmente o meu acto de coragem. E para minha surpresa notou que era eu o seu salvador, sorrindo-me.
Claro que não tardou que eu levasse uma “surra das antigas”, pois o André, o grande e gordo André tinha fugido porque julgara que era um grupo que o estava a ameaçar, e não um franganito sozinho, armado em herói, defensor das meninas, chamado Carlos.
Cheguei a casa nesse dia bastante amassado, para aflição da minha mãe e da cara zangada do meu pai, que me disse solenemente “filho meu não entra em casa a dizer que lhe bateram, mas sim que se fartou de bater!
Ainda tentei dizer ao meu pai que “eu bater bati-lhe, mas foi poucochinho…”, mas achei que não valia a pena, pois até falar me doía, e só queria ficar sossegado para ver se no dia seguinte conseguiria ir direito para a escola.
Jurei para mim mesmo que não me iria mais meter em brigas por garotas. “É que não vale a pena!”. E assim adormeci. Mas lembro-me perfeitamente que, apesar desse juramento, sonhei a noite toda a ser um herói, a derrotar os maus e a receber beijos das miúdas.
Miúdas? Não! Não eram beijos de umas miúdas quaisquer, mas apenas da dos meus sonhos. Acho que nasci num tempo errado, pois sou uma mistura esquisita de cavaleiro andante medieval e de romântico do século XIX.
Estão a ver as ideias tolas do D. Quixote? Agora misturem-nas com a dos românticos e o resultado é: “As mulheres são umas preciosidades tais que deviam viver numa redoma de vidro, afastadas e protegidas de todo o mal!
E quem é que “safaria” as senhoras e senhoritas de todo o mal? Eu, claro! É que apesar do juramento da outra noite, continuei a meter-me em todas as brigas que implicassem a defesa de elementos do “sexo frágil”, apesar da minha fraca figura e de, reconhecidamente, “nem ter cara para levar um estalo”.
Sinceramente não sei como me tornei assim. No fundo acho que sempre fui “menino da mamã”, apesar de o negar veementemente quando me diziam tal coisa. E por isso fui levado a pensar que os elementos do sexo feminino eram muito frágeis, carecendo da minha protecção.
Que estupido eu era. Bem, e continuo a ser…”, penso, tantos anos passados e tão farto das coças que tenho recebido das mulheres, ao longo desta vida. É que se a maioria das mulheres não tem corpo de homem para entrar em brigas, possui armas poderosas. E usam-nas mesmo muito bem.
Quando paro para pensar na minha vida, recordo episódios que me fazem sorrir e outros que me fazem espantar pela minha ingenuidade e quiçá, grande estupidez. E são essas histórias que me proponho contar-vos. Se para isso estiverem dispostos, claro.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

No Fim da Linha

Estou com uma tensão nervosa própria de um condenado à morte, pronto a explodir à mínima provocação. Aliás, anseio mesmo que alguém me diga algo menos próprio para poder ter uma justificação. Mas ninguém me dirige a palavra. Cobardes. Espertos.
Sinto-me como um animal enjaulado, um gigantesco tigre encarcerado num local exíguo, e isso enfurece-me a cada segundo, desejando fazer em tiras quem me aqui pôs, e de arrasto, todos os outros. Mas ninguém se aproxima. Cobardes. Espertos.
Os meus olhos ou semicerram-se ou abrem-se completamente, conforme o meu estado de espirito, como se quisessem determinar se odeio ou intimido. Eu quero ambos. Quero odiar tanto quanto possível e amedrontar. Mas ninguém sequer me olha. Cobardes. Espertos.
Olho para o ecrã do computador pela enésima vez nos últimos minutos, e o meu trabalho não aparece feito como queria. Enfureço-me. Ao soar o telefone, atendo e começo aos gritos com quem quer que me esteja a interromper. Era engano. Cobardes. Espertos.
Estou muito irritado por no final do dia não ter feito nada do que queria, mas custa-me sair daqui pois o trânsito para os fundos dos Infernos onde moro deve estar, obviamente, infernal. E os outros condutores devem estar todos parados, só à minha espera. Cobardes. Espertos.
Resolvo enfrentar o trânsito na esperança que me dêem razões para explodir, gritar, buzinar, ofender e, com um pouco de sorte, bater nalgum chico-esperto que me tente fazer o mesmo. Mas chegado a casa reparo que não houve um único que ousasse. Cobardes. Espertos.
Chego a casa e sinto que não há vivalma à minha espera. Percorro as parcas divisões na vã esperança de lá ainda estar alguém, escondido, para me assustar, mas nada. Tinham já ido todos às suas vidas. E partiram já lá vão uns anos. Cobardes. Espertos.
Choro de raiva e de frustração por não conseguir atingir os meus intentos, de não ter ninguém perto o suficiente para descarregar as minhas fúrias, de não ter ninguém a quem culpar, pois a culpa é sempre dos outros, nunca minha. Cobardes. Espertos.

Adormeço com um esgar cínico, pois sei que amanhã será um novo dia, um recomeço, uma nova esperança não de que tudo corra bem, pois, como estou, apenas (sobre)vivo de ódio, rancor e desgosto, desejando apenas o mal para mim e para os outros. Cobarde. Pouco esperto

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Tinder Man



Um dia, fortemente amarrotado pela vida e muito mais pelas mulheres, ajoelhei-me em frente ao altar da igreja da minha paróquia, e fiz um pedido solene e expresso: “Meu Deus, se me ajudares a encontrar a mulher da minha vida, serei teu fiel seguidor para sempre”.
E Deus, sempre presente, deu-me logo a resposta!
Ao sair da igreja pareceu-me ver um Anjo a descer dos céus num raio de sol. E com um telemóvel na mão a mostrar-me a salvação, disse: “Oh mongas, já conheces o Tinder?
Eu estranhei um bocado o vocabulário, pois “Oh mongas” não parecem palavras de um Ser Angelical, e desconfiado, olhei melhor. Afinal era o meu amigo Inácio Pernalonga, mas não o reconheci por ter o sol de frente para os meus olhos.
O Tinder é que está a dar”, disse ele, todo entusiasmado. “É só gajas, meu”, e ria-se muito. E babava-se. Enojado, afastei-me dele mas saquei-lhe o telemóvel apenas para ver o que era isso do Tinder.
Logo à primeira vista fiquei bastante impressionado. Era uma coisa mesmo divina. Olhei para o céu e disse baixinho “Obrigado”, e pisquei de leve o olho.
Vi naquele momento que uma luz Luz Divina tinha descido sobre mim, e senti-me perto de Deus e e especialmente da mulher da minha vida. "Desta vez é que era! Viva o Tinder!"
Fui ter com o meu primo Vicente para ele “meter” no meu telemóvel o Tinder. Estava muito nervoso com a emoção, e mais nervoso fiquei quando vi que já tinha as babes todas, e sorridentes!
O meu primo ensinou-me que se as gajas fossem “boas” eu carregava no verde, e se fossem “monstrengas” carregava no vermelho, para elas irem à vida delas. Era a loucura. Para mim era só verde, verde, verde, pois no Tinder as gajas são todas boas e poderosas!
Passados uns dias, já com o dedo gasto de tanto carregar no verde, perguntei ao meu primo “e agora, quando é que elas começam a aparecer?”. Não gostei da cara dele, pois parecia que me estava a considerar estúpido….
As gajas não vão aparecer por carregares no verde. Isto é uma aplicação informática. Sabes o que é uma conta no Tinder?” Tantas coisas esquisitas que o meu primo disse. Ele escusava era de falar tão devagar, como se eu não entendesse as coisas.
Na verdade, não percebi nada do que ele me disse, mas eu não dei parte fraca e acenei com a cabeça, a mostrar ares de entendido.
Só não desisti naquela altura porque o meu amigo Daniel "sacou" no Tinder uma  tipa toda boa, lá do Pinhal Novo, e andou a tarde inteira para cima e para baixo com ela, só para a mostrar! Ele parecia um pavão, todo inchado, os outros roídos de inveja e eu a dizer "vou conseguir!"
Aos poucos, fui aprendendo como funcionava o Tinder, mas levava sempre com tampas, desprezo ou silêncio das “gajas”. E sentia-me triste e frustrado....
Quando estava mesmo quase a desistir de vez, farto daquilo tudo, “atinei” finalmente, e desde então as gajas não pararam, para minha profunda felicidade!
Tenho é de vos confessar que o meu primo ajudou um bocadito, especialmente quando ele colocou no meu perfil uma fotografia de um tipo parecido com o Brad Pitt, todo sorridente e musculado, encostado a um Ferrari…