Todos nós
somos únicos como seres humanos, mas por vezes temos a tendência de catalogar
as pessoas.
A ideia de
“agrupar” as pessoas por tipos é antiga, mas mantem-se sempre actual.
Há
inúmeros catálogos de pessoas, desde as “cientificas” da psicologia, às das
revistas da “treta”, aos 9 tipos do Eneagrama, e até aos signos e respectivos
ascendentes.
Desde a
maneira de pensar, vestir, andar, comer, dia e mês de nascimento, tudo serve
para diferenciar as pessoas.
Mas há um
tipo que surge em todas as tipificações: o Mongas
Submisso!
Mas que
tipo de pessoa é esse, afinal?
O Mongas
Submisso é o homem que para agradar à mulher se submete totalmente à sua
vontade.
Ela pode e
faz-lhe tudo: grita, humilha, manda, ameaça, chantageia, bate. Tudo.
“E ele que
faz?” Perguntam vocês. Nada! Não reage, não responde, não se
ofende, aguenta. Sempre. Por vezes fica em retiro, mas nunca foge para
muito longe.
Na sua
infinita passividade julga assim cair nas boas graças da pessoa que o agride.
Só não quer é que a sua “amada” fique zangada por sua causa.
O meu
primeiro contacto com um desse espécime foi em criança. Estranhando ver um
vizinho a passar horas intermináveis fechado (!) na sua autocaravana, só soube
que era um Mongas Submisso quando o vi acompanhado pela sua esposa.
Mesmo
sendo criança na altura, soube logo que estava na presença de um Mongas
Submisso, de que tinha ouvido falar mas que nunca vira.
Reparei
que o espécime mal falava na presença da sua esposa (ela falava pelos dois), e
bastava um olhar dela para ele baixar imediatamente a cabeça.
Este era
obviamente um caso agudo! Já vi outros casos semelhantes mas felizmente a maior
parte são mais ligeiros.
Mas afinal qual é a origem do Mongas Submisso?
Historiadores
afirmam ter encontrado provas que o homem das cavernas após escolher a sua
parceira, arrastava-a para a sua caverna pelos cabelos, depois de lhe dar uma pancada
na cabeça com a sua moca.
Já o
Mongas Submisso caracterizava-se por ser ele próprio o “mocado”! E a partir daí divergiu….
Contactado
o “National
Geographic”, que após prolongadas observações, informaram-me que
actualmente o Mongas Submisso integra-se bem na sociedade, passando
completamente despercebido. Quando sozinho!
Porém,
quando acompanhado, este espécime é facilmente detectável até pelo observador
mais desatento, especialmente pelo circular em casal no shopping.
É que o
Mongas Submisso caminha um passo ou dois atrás da sua “amada”, e quase sempre
com olhos sorridentes e brilhantes (verdade!), contrastando com o rosto fechado
e duro da sua parceira.
O “National Geographic” informou ainda que
o Mongas Submisso não está em risco de extinção, antes pelo contrário, pois
reproduzindo-se com alguma facilidade, ocupa agora regiões onde dantes rareava.
E quanto
ao seu futuro? Permanece um mistério...
Não
tenhamos ilusões! Não há cura nem remédios mágicos, estilo chifre de
rinoceronte ou de unicórnio.
Então a solução
é continuar a levar e a calar! Ou fugir, mas para
perto e por pouco tempo, de preferência, não vá a “patroa” zangar-se a sério.
É assim o
seu Destino. E se este é levar “mocadas”, abençoadas sejam!